domingo, 16 de abril de 2017

Domingo de Páscoa.
Uma rede de internet café em uma rua do centro da cidade.
Um país da Europa, economia forte, idioma difícil.
Em uma mesa, um grupo de pessoas fala o idioma local. Na outra, o grupo de amigas fala o idioma do país vizinho. Países que já brigaram muito entre si.
Um casal entra. Outro casal entra com o filho pequeno.
Do lado de trás do balcão, um rapaz trabalha sozinho. Olhos puxados, fala bem o idioma local, mas com sotaque. Nota-se que ele não nasceu ali.
Ele limpa, prepara as bebidas, cuida do caixa e atende sozinho os turistas, os moradores, os habitantes dos países vizinhos e todos os demais que podem dar-se ao luxo de ter um domingo de Páscoa para aproveitar como quiserem.
Feliz Páscoa.

quinta-feira, 13 de abril de 2017



E aqui eu te faço em verso
E te faço inverso
E assim eu te refaço
E me transformo
E me torno eu.

Na primeira pessoa do singular do caso reto.
Minhas retas, minhas linhas.
Ou também curvas, se eu quiser.

Eu, sem elas, sem eles, sem nós, sem vós
Sem teus nós, sem tua voz
Sem ti, liberta, senti.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Galáxias. Elas não existem só lá fora. Elas existem dentro de nós. Todos nós temos planetas, luas, asteroides que nos impactam, cometas que nos maravilham, estrelas que sonhamos alcançar e que nascem e morrem dentro de nós. Buracos negros que escondem nossos segredos, inclusive de nós mesmos. Poeira estelar que turva a mente. Sóis que nos dão força e energia vital. Cantos inexplorados. Formas de vida intrigantes. Somos corpos, somos constelações. Somos únicos e universais. Somos um universo.

Assédio
A culpa não é da carne.
Tampouco do Carnaval.
A culpa é do espírito mesmo...
Ou da falta dele.
Foda-se.
Quanta injustiça a uma ótima interjeição que indica desprendimento, desapego, vontade ou intenção de deixar a vida seguir seu curso, de buscar um pouco de paz de espírito.