Os muros que nos separam, que selam o pacto velado de nossa desigualdade, de nossa inacessibilidade, de nosso medo.
Os muros que desabam à força, levando consigo aqueles que nos desagradam, sufocando suas vozes já tão fracas. Vozes daqueles contra os quais construímos nossos muros.
De um de seus lados, o muro protege quem ali está, isola-o das inconveniências do mundo lá fora; do outro oprime, afronta, segrega e demarca seu território de dominação.
O vigiado Muro de Berlim, os imponentes muros dos Jardins.... e o muro tão frágil da Cracolândia.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Vejo a política assim como vejo a matemática: não importa se gostamos ou não delas, elas são parte intrínseca de nossas vidas. Não há como negá-las ou fugir delas. Estão em tudo, regem cada passo, cada movimento, cada decisão que tomamos sobre nós mesmos e sobre os outros, em todas as partes do planeta. Então a saída é enfrentar. Interessar-se por política não significa necessariamente levantar bandeiras partidárias, mas tentar entender os fenômenos que ocorrem em nossas vidas em sociedade e ter sua própria opinião sobre os fatos. Não se trata de gosto, e sim de necessidade. Você pode odiar matemática, por exemplo, mas precisa ao menos dos conhecimentos básicos pra poder sobreviver nesse mundo, e assim é com a política. Quando optamos por ignorá-las, estamos transferindo ao outro o poder de decisão sobre nossas próprias vidas.
Talvez esse tenha sido um dos grandes equívocos de muitos brasileiros: achar que política não se discute, que é assunto tedioso...
Espero que o dia de hoje sirva para refletirmos um pouco mais sobre nosso interesse e envolvimento com a política.
Boa sorte!
Talvez esse tenha sido um dos grandes equívocos de muitos brasileiros: achar que política não se discute, que é assunto tedioso...
Espero que o dia de hoje sirva para refletirmos um pouco mais sobre nosso interesse e envolvimento com a política.
Boa sorte!
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Achava que escrever era coisa dos sabidos.
Sempre fui meio acanhada por conta disso. Nunca botei muita fé nos meus textos. Achava-os meio tolos, banais, sem muito potencial para ser ou agregar algo de valor. Achava que minha experiência ou repertório literário eram limitados e não bastavam para produzir algo significativo que valesse a pena botar no papel, ser lido pelos outros. Não sabia nem mesmo qual forma dar a meus textos, como expressá-los. Na maioria das vezes, eram fragmentos de um diálogo ou monólogo, cenas na minha cabeça, reflexões avulsas. E claro, sem falar no julgamento alheio...Ah como esse diabo é danado!
Mas... aí me dei conta de que para escrever é preciso.... escrever! Que talvez muitas das obras que tanto gostamos tenham começado justamente assim, singelas, despretensiosas, algumas até mesmo sem forma fixa ou pontuação de acordo com a "cultuada" norma culta. Que talvez muitos desses autores também não sabiam direito aonde aquele texto iria chegar. Estavam apenas indo pela estrada... até que chegaram ali, no destino final da derradeira palavra que compunha seu texto.
E que acima de tudo, escrever não é necessariamente sobre agradar, mas é sobre (e sobretudo) se expressar. E é aí mesmo que jaz a beleza do ato. E quem determina o valor disso, da nossa própria expressão, não é ninguém mais senão quem veste a nossa pele, sente as nossas dores e os nossos prazeres, sonha nossos sonhos, chora nossas lágrimas, ou seja: nós mesmos.
E assim, me veio a constatação mais libertadora de todas sobre a escrita: somos o dono da nossa expressão, então pode-se tudo!
Agradecimento especial a Denise Castro por incentivar com tanto carinho essa "loucura" nas pessoas.
Sempre fui meio acanhada por conta disso. Nunca botei muita fé nos meus textos. Achava-os meio tolos, banais, sem muito potencial para ser ou agregar algo de valor. Achava que minha experiência ou repertório literário eram limitados e não bastavam para produzir algo significativo que valesse a pena botar no papel, ser lido pelos outros. Não sabia nem mesmo qual forma dar a meus textos, como expressá-los. Na maioria das vezes, eram fragmentos de um diálogo ou monólogo, cenas na minha cabeça, reflexões avulsas. E claro, sem falar no julgamento alheio...Ah como esse diabo é danado!
Mas... aí me dei conta de que para escrever é preciso.... escrever! Que talvez muitas das obras que tanto gostamos tenham começado justamente assim, singelas, despretensiosas, algumas até mesmo sem forma fixa ou pontuação de acordo com a "cultuada" norma culta. Que talvez muitos desses autores também não sabiam direito aonde aquele texto iria chegar. Estavam apenas indo pela estrada... até que chegaram ali, no destino final da derradeira palavra que compunha seu texto.
E que acima de tudo, escrever não é necessariamente sobre agradar, mas é sobre (e sobretudo) se expressar. E é aí mesmo que jaz a beleza do ato. E quem determina o valor disso, da nossa própria expressão, não é ninguém mais senão quem veste a nossa pele, sente as nossas dores e os nossos prazeres, sonha nossos sonhos, chora nossas lágrimas, ou seja: nós mesmos.
E assim, me veio a constatação mais libertadora de todas sobre a escrita: somos o dono da nossa expressão, então pode-se tudo!
Agradecimento especial a Denise Castro por incentivar com tanto carinho essa "loucura" nas pessoas.
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