Os muros que nos separam, que selam o pacto velado de nossa desigualdade, de nossa inacessibilidade, de nosso medo.
Os muros que desabam à força, levando consigo aqueles que nos desagradam, sufocando suas vozes já tão fracas. Vozes daqueles contra os quais construímos nossos muros.
De um de seus lados, o muro protege quem ali está, isola-o das inconveniências do mundo lá fora; do outro oprime, afronta, segrega e demarca seu território de dominação.
O vigiado Muro de Berlim, os imponentes muros dos Jardins.... e o muro tão frágil da Cracolândia.
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